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QUEIMADAS

Essa é uma página especial com todas as informações e boletins atualizados sobre as ações que estão sendo desenvolvidas para combater os focos de incêndio no Pantanal de Mato Grosso, especialmente na nossa unidade: a Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Sesc Pantanal, a maior do Brasil.

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Se você está aqui, lendo, é porque se importa e gosta do Pantanal tanto quanto a gente.

A conservação da natureza e o cuidado com o ser humano são as razões de ser do polo socioambiental Sesc Pantanal. É por isso que não estamos medindo esforços para ajudar a controlar as queimadas e minimizar o impacto na região.

O polo socioambiental Sesc Pantanal está atuando em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, a Polícia Militar Ambiental e Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), as Forças Armadas e os demais proprietários de áreas nas regiões de Poconé e Barão de Melgaço.

É uma grande união de esforços com pessoas trabalhando em tempo integral para combater as chamas e proteger as plantas e animais.


O baixo volume de chuvas no início do ano, o tempo seco, os mais de 100 dias de estiagem, os ventos fortes, tudo isso é agravante para que enfrentássemos a maior queimada desde 2006. Mas nada disso vai nos impedir de continuar combatendo o fogo e fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance para preservar as riquezas naturais do Pantanal.

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GALERIA DE FOTOS

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RECURSOS UTILIZADOS NO COMBATE

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+100 Pessoas trabalhando

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03 (três) Aeronaves

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02 (dois) Helicópteros

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06 (seis) Camionetes

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01(uma) F4000 com tanque de mil L

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05 (cinco) Tratores

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06 (seis) pás carregadeiras

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01 (uma) Van 

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01 (um) Caminhão ATC do CBMMT

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01 (um) Ônibus

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02 (dois) Quadricículo

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01 (uma) Unidade de Resgate Móvel

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27 (vinte e sete) Abafadores

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30 (trinta) bombas costais

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13 (treze) pinga fogo

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11 (onze) sopradores

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03 (três) Caminhões Pipa 

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02 (duas) motobomba

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06 (seis) máquinas diversas de proprietários rurais

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05 (cinco) tratores pipas

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1 (um) Apoio Van e Micro

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5 (cinco) Veiculos de apoio logístico

Nota de esclarecimento

A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN Sesc Pantanal), a maior do país, localizada em Barão de Melgaço, foi criada há 24 anos pelo Departamento Nacional do Sesc, logo após a Eco-92, e é responsável pela conservação de 108 mil dos 6 milhões de hectares do Pantanal mato-grossense, o que representa quase 2% do território.

A iniciativa do Sesc em desenvolver um projeto de conservação resulta, nestas duas décadas, em mais de 70 pesquisas nacionais e internacionais sobre o Pantanal e em uma representativa biodiversidade da RPPN. Do total de peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos na Bacia do Alto Paraguai, que totalizam 1.059 espécies, a Reserva detém 630. Isso significa que 60% destas espécies estão presentes na RPPN.

Entre as espécies ameaçadas de extinção, a RPPN possui 12. Além de ser a maior RPPN do país, a reserva do Sesc Pantanal ainda é área Núcleo da Reserva da Biosfera do Pantanal, faz parte da terceira maior Reserva da Biosfera do planeta e é um Sítio Ramsar. Entre os benefícios que a RPPN presta à humanidade estão a purificação das águas, controle das inundações, reposição das águas subterrâneas, controle do fluxo de sedimentos e nutrientes do solo, reservas de biodiversidade e mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Para conservar toda esta área, o trabalho de prevenção contra os incêndios florestais, que têm sempre origem externa, acontece durante todo o ano, por meio de aceiros, monitoramento e campanha de conscientização com a população ribeirinha, feitos com a mais preparada brigada contra incêndios da região. Todo este trabalho de prevenção, porém, não foi capaz de superar a seca acentuada, baixa umidade do ar e ventos fortes que colaboram para o pior cenário dos últimos 22 anos no Pantanal brasileiro, conforme o Instituto Centro Vida (ICV).

O fogo que entrou na RPPN Sesc Pantanal, começou em área vizinha na divisa norte, no dia 2 de agosto. Desde o início, toda a estrutura de combate aos incêndios da reserva foi acionada para evitar a entrada desse foco na RPPN, mas o fogo avançou em uma extensa área da unidade de conservação em direção à divisa sul da reserva. Ao chegar na divisa sul, o fogo encontrou com outro incêndio que ocorria na Fazenda São Francisco do Perigara, desde o dia 30 de julho. O fogo que atingiu a fazenda teve início no dia 28 de julho, na Terra Indígena Perigara, vizinha da Fazenda e da RPPN Sesc Pantanal. A aldeia foi o ponto da primeira ação da Operação Pantanal II.

Todo o trabalho do Sesc Pantanal, neste momento, está concentrado em controlar o fogo, distante cerca de 100 km do ponto em que teve início os incêndios na Transpantaneira, em 16 de julho. Com equipamentos e brigadistas, o Sesc Pantanal integra a Operação Pantanal II, iniciada no dia 7 de agosto e realizada pelo Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Nacional (Ciman), em parceria com Forças Armadas, Bombeiros e ICMBio. Mais que equipamentos e brigadistas, toda a estrutura de hospedagem e alimentação da operação, que reúne 100 pessoas, é custeada pela instituição.

Diante de tudo isso, sabe-se que não há um só incêndio no bioma. São centenas de focos de calor, nenhum deles iniciado dentro da RPPN, tampouco saído dela, como relatado equivocadamente nesta semana, durante a visita do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. As informações são inverídicas e não apontam soluções para a tragédia que assola o Pantanal, já que o fogo não atingiu somente a reserva, mas comunidades pantaneiras, indígenas e fazendas. Do total já queimado em Barão de Melgaço e Poconé, apenas 12% da área queimada corresponde a RPPN.

O Sesc Pantanal esclarece que, enquanto propriedade privada, optou que a RPPN seguisse o perfil primitivo do Pantanal, que não tem gado, porém, não questiona a atuação pecuária da região. Ao contrário, reconhece a importância econômica da prática. A instituição, portanto, não impõe seu modelo de gestão ambiental nem considera pertinente que outro modelo seja imposto para a RPPN, visto que se trata de áreas privadas. A reserva, as fazendas que praticam a pecuária, as comunidades tradicionais pantaneiras e indígenas são capazes de ocupar este território, que é patrimônio natural da humanidade, e conviver harmonicamente nele, com discussões que estejam amparadas no respeito, bom senso e dados verídicos emitidos pelos órgãos competentes.

Neste momento em que o bioma está em chamas, cabe a união de esforços para combatê-lo e, às instituições responsáveis, a identificação e responsabilização pelos princípios do fogo que, segundo o IBAMA/Prevfogo, em 98% dos casos têm origem em ações humanas.

Após a experiência deste ano, as práticas de manejo do fogo de todos os que vivem no e do Pantanal vão precisar ser revistas considerando a dinâmica do bioma. Na RPPN Sesc Pantanal, os estudos estarão voltados aos impactos do fogo para a fauna e flora, para a documentação das ocorrências e estudo de medidas preventivas cada vez mais eficazes, como o Manejo Integrado do Fogo com o devido amparo dos órgãos ambientais competentes.

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